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domingo, 30 de junho de 2013

As Mulheres e a Matemática

“Mas quando uma pessoa pertencente ao sexo do qual, de acordo com nossos costumes e preconceitos, é forçada a enfrentar infinitamente mais dificuldades do que os homens para familiarizar-se com essas pesquisas dificílimas, e consegue com êxito, penetrar nas partes mais obscuras delas, não obstante, se para isso tenha de superar todas as barreiras existentes, então essa pessoa tem necessariamente, a mais nobre coragem, os mais extraordinários talentos e uma genialidade superior.”
Gauss, numa carta a Sophie Germain, referindo-se ao trabalho dela.

Durante séculos as mulheres sofreram discriminações, não sendo diferente no campo matemático e do campo cientifico. Esse é o principal motivo pelo qual não temos muitas mulheres na história da matemática. Vou mostrar, um resumo e um pouco da história feminina na Matemática. Algumas mulheres notáveis venceram preconceitos e obstáculos, se destacaram e tiveram seus nomes gravados na história dessa nossa fascinante Ciência, indo onde poucos homens foram capazes de chegar.
A primeira mulher que se destacou na nesta disciplina foi Theano, que viveu no século VI a.c, e foi uma das seguidoras de Pitágoras e também casou-se com ele. Os matemáticos e filósofos Pitágoras, Sócrates e Platão encorajavam e convidavam mulheres para estudar matemática.
A primeira mulher a fundar uma escola matemática foi a grega Hipácia, filha de um professor de matemática da universidade de Alexandria. Hepácia ficou famosa por ser uma grande solucionadora de problemas no século IV, ela também era obcecada pelo processo de demonstração logica.
Somente depois de 12 séculos após Hepácia, na Renascença, que surgiu outra mulher de influência na matemática; Maria Agnesi nasceu em Milão em 1718 e também era filha de matemático. Agensi foi reconhecida como uma das maiores mentes matemáticas da Europa e ficou conhecida por seus tratados sobre as tangentes às curvas.
A discriminação continuou ainda no século XX quando Emmy Noether foi impedida de ensinar na universidade de Gottingen. Ela era um grande gênio matemático, admirada por Einstein e seu mentor era o matemático David Hilbert.
Na França, o pais que mais discriminou as mulheres, uma mulher conseguiu vingar no século XX, Sophie Germain foi uma grande teórica dos números, resolveu alguns casos particulares do ‘Último Teorema de Fermat’, donde nasceu a definição de “números primos de Sophie Germain”.
Além de serem filhas de matemáticos (o que as ajudavam), tanto Noether como Hepácia e Agnesi nunca se casaram, esse era o sacrifício para que essas mulheres pudessem se dedicar a matemática. A grande matemática russa Sonya Kovaleusky é uma execao a regra, pois se casou e ainda conseguiu seguir com suas pesquisas matemáticas.

Essas são algumas mulheres que deixaram suas marcas na história da matemática, porem existem muitas que não mencionei aqui. Também vale lembrar que este é apenas um resumo sobre essas brilhantes mentes e vele a pena ler a biografia completa delas. Pretendo escrever, em outras postagens, sobre a biografia de cada uma delas.

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