“Mas
quando uma pessoa pertencente ao sexo do qual, de acordo com nossos costumes e
preconceitos, é forçada a enfrentar infinitamente mais dificuldades do que os
homens para familiarizar-se com essas pesquisas dificílimas, e consegue com
êxito, penetrar nas partes mais obscuras delas, não obstante, se para isso
tenha de superar todas as barreiras existentes, então essa pessoa tem
necessariamente, a mais nobre coragem, os mais extraordinários talentos e uma
genialidade superior.”
Gauss, numa carta a Sophie Germain,
referindo-se ao trabalho dela.
Durante
séculos as mulheres sofreram discriminações, não sendo diferente no campo
matemático e do campo cientifico. Esse é o principal motivo pelo qual não temos
muitas mulheres na história da matemática. Vou mostrar, um resumo e um pouco da
história feminina na Matemática. Algumas mulheres notáveis venceram
preconceitos e obstáculos, se destacaram e tiveram seus nomes gravados na
história dessa nossa fascinante Ciência, indo onde poucos homens foram capazes
de chegar.
A
primeira mulher que se destacou na nesta disciplina foi Theano, que viveu no século
VI a.c, e foi uma das seguidoras de Pitágoras e também casou-se com ele. Os matemáticos
e filósofos Pitágoras, Sócrates e Platão encorajavam e convidavam mulheres para
estudar matemática.
A
primeira mulher a fundar uma escola matemática foi a grega Hipácia, filha de um
professor de matemática da universidade de Alexandria. Hepácia ficou famosa por
ser uma grande solucionadora de problemas no século IV, ela também era obcecada
pelo processo de demonstração logica.
Somente
depois de 12 séculos após Hepácia, na Renascença, que surgiu outra mulher de influência
na matemática; Maria Agnesi nasceu em Milão em 1718 e também era filha de matemático.
Agensi foi reconhecida como uma das maiores mentes matemáticas da Europa e
ficou conhecida por seus tratados sobre as tangentes às curvas.
A
discriminação continuou ainda no século XX quando Emmy Noether foi impedida de ensinar
na universidade de Gottingen. Ela era um grande gênio matemático, admirada por
Einstein e seu mentor era o matemático David Hilbert.
Na
França, o pais que mais discriminou as mulheres, uma mulher conseguiu vingar no
século XX, Sophie Germain foi uma grande teórica dos números, resolveu alguns
casos particulares do ‘Último Teorema de Fermat’, donde nasceu a definição de
“números primos de Sophie Germain”.
Além
de serem filhas de matemáticos (o que as ajudavam), tanto Noether como Hepácia
e Agnesi nunca se casaram, esse era o sacrifício para que essas mulheres pudessem
se dedicar a matemática. A grande matemática russa Sonya Kovaleusky é uma
execao a regra, pois se casou e ainda conseguiu seguir com suas pesquisas matemáticas.
Essas
são algumas mulheres que deixaram suas marcas na história da matemática, porem
existem muitas que não mencionei aqui. Também vale lembrar que este é apenas um
resumo sobre essas brilhantes mentes e vele a pena ler a biografia completa
delas. Pretendo escrever, em outras postagens, sobre a biografia de cada uma
delas.


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