As tendências são categorias que variam de acordo com as ações pedagógicas desde o século passado. Com isso vários estudiosos buscaram explicar e descrever alguns modos de ver o ensino e o processo de aprendizagem da matemática, que surgiram ao longo dos anos no Brasil.
Até a década de 50, o ensino da Matemática no Brasil era caracterizado, principalmente, pelo modelo euclidiano e uma concepção platônica de Matemática, ou seja, uma sistematização logica dos conhecimento matemático a partir de elementos primitivos e por uma visão estática e a-histórica, como se as ideias matemáticas existissem independentemente dos homens, num mundo ideal.
Didaticamente, o ensino perante a tendência formalista clássica, era centrado na figura do professor como detentor, transmissor e expositor de conteúdos prontos e determinados. Ao aluno estava destinada a recepção e reprodução destes conteúdos. O aluno não conseguia raciocinar sozinho, necessitava somente dos procedimentos e raciocínios ditado pelo professor ou pelos livros.
Vale ressaltar que para Fiorentini (1995), na tendência formalista clássica existia uma discrepância no ensino, pois o ensino racional e rigoroso era privilégios das elites dirigentes e clerical. Para as classes menos favorecidas restava o cálculo e a abordagem mais mecânica e pragmática da matemática.
Referências bibliográficas
FIORENTINI, D. Alguns modos de ver e conceber o ensino de matemática no Brasil. In: Zetetiké. Campinas. Ano 3, n.4,1995. p. 1-37.
ORTENZI, Alexandre. A RELAÇÃO PROFESSOR - ALUNO: CONTRIBUIÇÕES PARA O ENSINO DA MATEMÁTICA, - PUC-CAMPINAS -Pontifícia Universidade Católica De Campinas.

Estou cursando Licenciatura em Matemática (UFU), este tópico me foi de grande valia na disciplina Metodologia do Ensino de Matemática (6º período). Obrigado
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