Yutaka
Taniyama nasceu no ano de 1927 em Tóquio, e Goro Shimura nasceu poucos anos
mais tarde em Hamamatsu uma cidade cerca de 240 km a oeste de Tóquio. Alguns
anos após o fim da guerra Shimura procurava o volume 24 do Mathematisches Annalen na biblioteca da universidade de Tóquio, porém
este se encontrava com o Taniyama. Shimura começou a Trocar correspondência com
Taniyama e assim começaram uma frutífera amizade.
Os
dois começaram a estudar as formas modulares. Formas modulares faz parte dos
objetos mais bizarros e maravilhosos da matemática, são completamente
complicada, estudada principalmente devido a sua simetria.
Certa
vez Taniyama estudava os primeiros termos da série M de uma determinada forma
modular quando reconheceu o padrão e percebeu que era idêntico a uma série E de
uma equação elíptica.
(A
equação elíptica vem da Grécia antiga e não tem relação nenhuma com simetria,
vem de um mundo completamente diferente das formas modulares e ninguém
imaginava que existisse algum elo entre esses dois assuntos. A série M é o DNA
das formas modulares, assim como a série E é o DNA das equações elípticas.)
Taniyama
examinou mais algumas formas modulares e cada caso a série M parecia
corresponder perfeitamente a uma serie E de uma equação elíptica. Ele começou a
imaginar que cada forma modular teria uma equação elíptica correspondente, porém
faltavam provas concretas para tal afirmação.
Foi
somente depois da morte de Taniyama (cometeu suicídio em 1958) que
Shimura conseguiu acumular evidencias e fazer com que a teoria recebesse o título
de conjectura, ou melhor, conjectura de Taniyama-Shimura. Contudo seria uma difícil
tarefa provar a veracidade dessa conjectura.
Em
1985 Gerhard Frey afirmou que se existisse solução para o último teorema de
Fermat, este teorema poderia ser transformado em uma curva elíptica, porem esta
dita curva parecia (não provado por Frey) não
ter correspondente modular. Ao completar a prova de Frey, Kenneth Ribet
demonstrou que se toda curva elíptica semi-estável é modular, então o Último Teorema
de Fermat é verdadeiro.
A
partir do início de 1990, a maioria dos matemáticos acredita que a conjectura
de Taniyama-Shimura não era acessível a prova. No entanto, Andrew Wiles não era
um deles. Em 1993, depois de um esforço monumental de sete anos, Wiles quase
provou (cometeu um pequeno erro) a
conjectura de Taniyama-Shimura para classes especiais de curvas chamada curvas
elípticas semi-estável. Em 1995 Wiles concluiu com êxito a parte errada da
prova usando a teoria de Iwasawa, comprovando o caso semi-estável da conjectura
de Taniyama-Shimura (Taylor e Wiles 1995, Wiles 1995) e, ao mesmo tempo,
estabelecer o Último Teorema de Fermat como um verdadeiro.
O
teorema Taniyama-Shimura tem grande importância porque permite que certos
problemas da geometria algébrica sejam resolvidos com técnicas da teoria dos
números e unifica dois campos distintos da matemática.
Referencias:
SINGH,
Simon (1998). O último teorema de Fermat. Rio de Janeiro: Editora Record.
Mathworld.wolfram.com/Taniyama-ShimuraConjecture


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